O PS Vita já tem mais de um ano de idade, porém só consegui colocar as mãos nele a alguns meses atrás. Então gostaria de fazer uma análise “rápida” sobre o sistema, jogos e a forma de desenvolvimento “caseiro”, que é uma grande novidade da Sony para os estúdios indies.

 

O hardware e sistema operacional

 

 

Em termos de hardware ele é muito bom. Alguns jogos têm gráficos fantásticos para um portátil. O sistema operacional baseado em “bolhas de aplicativos” é muito simples de usar. Quando quer encerrar algum processo é só apertar o botão home, que também serve como pausa, e “descolar” a borda da tela arrastando o dedo (como se fosse arrancar uma folha de adesivo). É tão fácil de usar que na caixa do aparelho só vem uma folha de início rápido; manual completo somente online (e praticamente não faz falta).

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O sistema tem todos os recursos multimídia que se espera, como câmera, browser, tocador de música e vídeo, além de visualizador de fotos. Todos funcionam, porém são muito básicos. O navegador era meio “travado”, ao rolar a tela a parte que estava fora da área visível era atualizada somente quando soltava o dedo, algo meio tosco de ver. Mas com uma atualização de sistema deu uma melhorada. Acionar botões pequenos de algum site pode ser complicado, precisa dar um grande zoom e ficar forçando até que o sistema entenda o que quer fazer. Além disso, o navegador não tem flash, mas há um aplicativo específico para ler email, youtube, facebook.

A resolução da câmera é uma porcaria, foi feita só para os jogos usarem, seja para realidade aumentada ou outros efeitos, então usá-la para tirar foto nem pensar. Já a tela traseira sensível ao toque é um recurso bem interessante. Por exemplo, no navegador tem como rolar o site passando o dedo ali, isso elimina o problema que ocorre em smartphones: bloquear parte da tela com o dedo. Alguns jogos usam também esse sistema de forma criativa, não é uma bobagem como pode parecer.

 

O método de copiar arquivos para PC é bem desengonçado… No PSP bastava colocar o cartão de memória no computador com um adaptador usb ou ligar o aparelho direto e pronto. Ai era só colocar o que queria nas pastas certas e era isso, fácil e rápido. Podia até usar como se fosse um pen drive, copiando qualquer coisa.

Agora no Vita tudo é mais complicado, provavelmente por questões de segurança. É necessário instalar no PC um gerenciador de conteúdo e então ligar o aparelho via usb, abrir o aplicativo de transferência no Vita, escolher o que quer copiar (se for música, foto ou vídeo, cada um tem um aplicativo específico que será aberto automaticamente também) e então dar a ordem de cópia. E no PC precisa configurar as pastas que serão lidas para pegar os dados. Ou seja, se quer escolher uma foto de uma pasta, outra de um local completamente diferente, complica… Depois no Vita tem que fechar os aplicativos que foram abertos, se copiou música, foto e vídeo, serão 4… um de cada mídia e mais o geral. Enfim, tudo funciona, mas é meio burocrático.

Copiar dados do PS3 é mais prático, o que é estranho é que os jogos baixados no PS3 ao transferir para Vita são apagados no console original, sem escolha. Jogos do PSP tem opção de apagar ou não depois da cópia para o portátil, mas isso não existe para o Vita.

Então se baixou algo grande para dar um simples conferida, e depois quer apagar do Vita para liberar memória, vai precisar baixar de novo… ou copiar de volta para o PS3 como backup… Mas ai os jogos ficam escondidos no sistema, só tem como visualizar ou apagar eles conectando o Vita e abrindo o aplicativo de transferência (não é possível pelo XMB do PS3, estranho…).

 

E além de tudo o cartão de memória do Vita é bem lento para copiar dados. Por falar nele, isso é uma sacanagem da Sony. Pra quem já tem uma câmera digital dela ou PSP, estava acostumado a usar os cartões de memória padrão DUO. Já no Vita é um formato especial (muito pequeno)… Além do slot para o cartão dos jogos, vendidos em caixa, há o slot para o de memória. E não é opcional, pois muitos jogos exigem este cartão para salvar, além claro que qualquer jogo de download necessita dele. E nenhum vem no pacote… É um custo extra imediato para o jogador, a Sony poderia incluir pelo menos um cartão de pequena capacidade, ou memória interna, né?

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Um recurso que fez uma diferença brutal em reação ao PSP foi o segundo controle analógico (da direita). Achei que seria só um detalhe, mas foi isso que criou uma perfeita imersão como se fosse um console de mesa. Com o controle perfeito e gráficos ótimos, sem falar da tela que tem uma qualidade excelente e tamanho grande, logo você imerge no jogo e esquece que está com um portátil nas mãos, tem a completa experiência de um vídeo game de sala. A integração online com troféus, comunicação com amigos e outros recursos, também ajuda neste sentido.

Bem, essa sensação permanece até acabar a bateria… A duração é a mesma do PSP, aproximadamente 5h (depende dos recursos usados). Se estiver num vôo demorado pode ser um problema…

 

Outra questão é o cabo, não gostei muito. No PSP havia um de energia e um de dados (que era usb comum). Já no Vita é um cabo só, com um conector proprietário num lado e usb no outro. Quando for ligar na tomada tem uma “caixa” que liga nele e então um cabo de energia… Ou seja 3 partes… e não pode copiar algo enquanto recarrega. Em algumas operações como atualização de firmware o sistema pode reclamar se tiver pouca carga. No PSP poderia ligar tudo ao mesmo tempo, energia e dados. E se fosse viajar, era só levar um cabo usb (que vários dispositivos diferentes podem usar) e o cabo da energia. Agora é um cabo proprietário e mais duas partes separadas…  cabo

Concluindo: é um sistema para jogos, nisso que ele se destaca. Para outras ações como navegar ou assistir conteúdo multimídia dá para quebrar o galho, mas não é o foco.

Ah, algo que funciona muito bem é o Skype. Como o Vita tem microfone embutido e 2 câmeras, é muito fácil e prático conversar e poder mostrar seu rosto ou o que a câmera externa estiver vendo, pode ser alternado entre uma ou outra a qualquer momento. Se quer falar com a alguém e mostrar algo na tela do computador, por exemplo, funciona muito bem.

 

 

 

Os softwares

 

 

Uma coisa que estava curioso para conferir eram os jogos de realidade aumentada. Será que iriam funcionar como no comercial? Existem alguns de graça na PSN e outros bem baratos (na faixa de US$1,00). Testei todos os gratuitos e comprei uns 2 desta categoria, e no geral funcionam muito bem. O gameplay costuma ser simples, já que a integração com a vida real é o principal da experiência. Somente o de futebol, Table Soccer, foi uma grande decepção, não funciona direito. Se o Vita estiver um pouco longe ou próximo demais das cartas, o jogo se perde e todo o campo fica completamente louco.

Um detalhe a lembrar é que jogos desse tipo dependem da iluminação das cartas (ou seja, o nível de luz do ambiente em que estiver) e ângulo de visão. Como a câmera tem uma resolução bem fraca, em alguns momentos o jogo pode perder as cartas e o cenário dá uma “sambada”, algo que atrapalha mas não chega a estragar a experiência.

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Open Me: Ainda não lançado, um puzzle de abrir caixas… simpático. (parece que vem com uma grande carta personalizada e não usa as cartas padrão)

O Vita vem com uma aplicação esquisita que é o NEAR. Ele permite descobrir outros donos de Vita que estiverem próximos de você. Isso sem usar GPS, pois a versão que só tem wifi, sem 3G, não tem GPS. Pensei que não acharia ninguém, mas sempre que rodei este aplicativo achei umas 6 pessoas num raio de poucos quilômetros de onde estava. Permite olhar o perfil de outro jogador, ver o que ele jogou e compartilhar presentes (pode ser itens, missões ou desafios, depende do jogo). Mas a interface do NEAR é muito estranha, mesmo melhorando com uma alteração de firmware, ainda é bizarro. Depois se acostuma, mas os designers poderiam ter feito um trabalho melhor.

 

Sobre jogos em geral, testei todas as demos disponíveis, além de alguns completos, e o grande problema do Vita é a falta de quantidade de jogos de alta qualidade. Ou pelo menos exclusivos interessantes. O Uncharted é ótimo, mas é praticamente um clone dos outros do PS3, com algumas interações inovadoras usando os recursos especiais do aparelho e nada mais (o mesmo vale para o LittleBigPlanet). O Vita precisa de jogos exclusivos e diferentes, nisso a Sony está pecando no momento.

 

De tudo que testei estes são os melhores na minha opinião:

 

  • Uncharted

Meio óbvio falar dele, mas é necessário. Tem tudo que todo Uncharted tem: tiroteio, escalar o cenário, história bem contada e por ai vai. Os gráficos são no geral muito bons, em alguns momentos realmente fantásticos. A câmera é o maior problema, às vezes atrapalha mesmo. Outra coisa chata são momentos “quicktime events”, onde precisa arrastar o dedo na tela para o personagem dar um soco, etc. Em algumas partes como no boss final isso é usado demais e cansa… O mais interessante é a utilização dos recursos especiais do portátil, como esfregar carvão em um papel sobre uma rocha para registrar os desenhos dela (usando dedo), mirar o rifle sniper movimentando o aparelho, olhar contra luz para ler algo secreto numa superfície translúcida, etc (isso realmente pareceu mágico na primeira vez…). Alguns controles de toque são opcionais, pode usar os botões normais ou tocar na tela para escalar o cenário, por exemplo. Isso é algo muito bom do Vita, o controle preciso de um botão aliado a tela de toque, muitos jogos deixam esta escolha opcional, não precisando tapar a tela do jogo com o dedo, como ocorre com outros aparelhos (tablets e smartphones).

 

  • Wipeout 2048

O clássico jogo de corrida de naves (com tiro ou não) da Sony. Os gráficos são fantásticos e a performance é muito suave. O que eu nunca gostei muito dessa série é a jogabilidade das naves, elas parecem deslizar demais (mesmo porque não tem rodas…) e fica difícil controlar. No Vita tive a impressão que isso está melhor ajustado do que no PS3.

O multiplayer online funciona bem, em poucos segundos está numa partida com jogadores do PS3 ou Vita misturados.

 

  • pulzAR

Um jogo simples de realidade aumentada em que devemos direcionar lasers usando refletores para atingir um alvo. Basta ir colocando cartas, posicionando e ou girando para jogar (a rotação de espelhos pode ser com o analógico). O objetivo é lançar um míssel para destruir um grande asteróide que está caindo na Terra e no final de casa fase o jogador pode assistir isso acontecer, se inclinar o aparelho para cima acompanhando o míssel subindo e ver que há um asteróide no teto da sua sala! Um efeito bem simples mas impressionante (pelo menos na primeira vez que se vê). É um jogo bem criativo, dura pouco, porém curti bastante. E o melhor é o preço (US$ 1,00). Não tem muito desafio, com exceção da última fase que é bem complicada, mesmo assim recomendo.

 

  • Gravity Rush

Este é dos mais inovadores (em se tratando de jogos com grande produção). Um jogo com história bem contada (quadrinhos bem feitos) como um adventure, com luta como um beat´em up, com exploração do cenário, praticamente mundo aberto, e sistema de alteração de gravidade, que é a maior inovação. Muito bom, mistura bem estes elementos e empolga com uma bela trilha orquestrada. Só joguei um pedaço, mas gostei bastante do que vi.

 

  • Unit 13

Ação em terceira pessoa como um Gears of War, com missões mais frenéticas e outras stealth. Bons gráficos e no geral um ótimo jogo. Há vários modos que modificam bastante o gameplay, com limite de tempo ou sem, objetivo de assassinar um personagem especial, etc. Possui multiplayer (co-op) online com chat de voz. Sempre que tenta encontrar alguém para jogar não encontra (procurando host), mas criando uma sala em alguns minutos alguém aparece.

Tem uma grande quantidade de fases e algumas são bem desafiadoras, vai levar um bom tempo para quem se dispor a acabar tudo.

 

  • EscapeVektor

Este é por download, mais barato e simples. Tem um visual abstrato e se passa num mundo virtual (a história). O gameplay é uma mistura de pac-man com ação e estratégia simples, digamos assim… O objetivo e percorrer o cenário, sempre preso em trilhos e fugir dos inimigos. Mas tem algumas habilidades como correr ou atropelar os adversários por alguns instantes. É bem feito, desafiador e tem bastante conteúdo.

 

  • Sound Shapes

Plataforma aliado com música. Tem um visual abstrato e desenhado, onde muitos elementos geram sons ao serem acionados. Isso o torna uma experiência audiovisual única, pura sinestesia. O jogador é uma espécie de esfera que deve chegar no final de cada fase, pulando, correndo, e aderindo em superfícies. Controles simples e no geral bem fácil de jogar, com poucas fases. Porém além da campanha normal tem um modo hiper difícil, com desafios como pegar 20 itens do cenário em 30s. Requer uma enorme paciência, habilidade e sorte, mas compensa para quem gosta de desafios. Este modo aumenta o tempo de jogo consideravelmente. Também tem editor de fases e permite compartilhar com a comunidade, no mesmo estilo de LittleBigPlanet.

Detalhe é que esse é o único jogo de download que vi que possui troféu de platina, devido a extrema dificuldade do modo que comentei. E como tem o recurso de compartilhar o save entre as versões Vita e PS3 (basta comprar uma), é possível ganhar 2 platinas por este jogo. Consegue uma num sistema, então abre o save no outro e todos os troféus de lá irão destrancar também. No perfil do jogador na PSN tudo fica somado.

 

  • Tearaway

Este ainda não saiu, está planejado para final deste ano, mas parece muito promissor. Do mesmo pessoal que fez LittleBigPlanet (ou seja, é garantia de qualidade, criatividade e simpatia). Basta ver o vídeo para notar como usaram de forma esperta os recursos do portátil, em um mundo inteiro feito de papel. No aguardo.

 

Ainda há vários outros títulos de qualidade, mas nada muito importante que mereça comentar aqui.

Uma coisa boa que a Sony faz é vender todos os jogos de caixa também por download. Para nós brasileiros isso é ótimo. E não há muita vantagem na versão de caixa além de poupar espaço no cartão de memória, pois nem um manual impresso vem, e só uma grande caixa com o pequeno cartão do jogo dentro…

 

 

Integração com PS3

 

 

A Sony criou vários termos referente a integração do Vita com o PS3:

  • Cross Platform – Jogos que tem versões para ambos os sistemas, praticamente idênticas. Alguns são cross buy.
  • Cross Buy – Comprando em um sistema, ganha a versão do outro (boa, gostei disso!).
  • Cross Play – É uma forma de jogar, integrar os sistemas. Alguns jogos permitem usar o Vita como se fosse um outro controle e jogar com o pessoal do PS3 (seja na mesma sala ou via rede). Alguns porem permitir o cross save.
  • Cross Save – Salva em uma plataforma e pode continuar na outra. Por exemplo o Sound Shapes, indo nas configurações dele no PS3 pode pedir para salvar na cloud e depois restaurar o save e continuar no Vita (ou vice-versa). Mas isso é um cloud implementado pelo jogo, não tem ligação com o cloud da Sony via assinatura do PS+.
  • Cross Controller – É semelhante ao Wii U. Joga o jogo do PS3, mas na tela do Vita tem controles especiais, e jogadores de ambas plataformas interagem. O único que fez isso no momento é o LittleBigPlanet 2. É um DLC pago, são 6 fases extras, além do aplicativo para o Vita. Então precisa instalar DLC no PS3, colocar aplicativo no Vita, e executar tudo ao mesmo tempo… Quem está com o portátil tem controles de toque e enxerga elementos especiais para ajudar o pessoal do PS3. Parece interessante, mas precisa fazer um grande download no Vita (como se todas as fases estivessem baixadas lá, ou seja, não processa remotamente) e ainda pagar por isso. Se fosse um recurso de graça e não precisasse dessa burocracia de ocupar espaço no portátil, ai sim seria bem melhor. Ou seja, consegue ter uma experiência como do Wii U, mas é um processo nada prático e cobrado (pelo menos foi no LBP2). Todo caso a possibilidade está ai para as produtoras que quiserem usar.

 

 

PS+ e o futuro PS4

 

Já foi anunciado que o PS4 terá um integração ainda maior com o Vita. Praticamente todos os jogos irão suportar o Remote Play, que é jogar o jogo do console de mesa pelo portátil (usando a tela dele). Isso já existe desde o PSP, porém pouquíssimos jogos suportam. É um recurso interessante, especialmente se alguém da casa quer usar a TV para outra cosia, ou poder jogar seu jogo favorito esticado na cama ou no banheiro. (botão L2 e R2 é simulado pela tela de toque traseira)

Pelo jeito a Sony não pensa em fazer outro portátil por muito tempo, então ele ainda será muito utilizado na futura geração.

Outra coisa excelente é a inclusão do Vita do sistema de assinatura PS+. Vale muito a pena assiná-lo (somente PSN americana, isso não existe na conta brasileira). Atualmente os melhores jogos do Vita estão “gratuitos” lá, como Uncharted, Wipeout e Gravity Rush. Mas lembre que é uma espécie de aluguel do jogo, quando a assinatura expirar (geralmente em um ano) não pode mais acessar, até que renove a inscrição.

 

 

Desenvolvimento

 

 

Eis uma boa novidade para desenvolvedores caseiros! Finalmente a Sony resolveu abrir uma de suas plataformas para qualquer pessoa, sem exigir kit de desenvolvimento caríssimo e outros contratos complexos. Agora qualquer um pode baixar o SDK e fazer um jogo com um PC e Vita. Claro que isso não dá o poder que um kit de desenvolvimento completo permite, mas já é alguma coisa. Os jogos criados são da categoria PS Mobile, rodam em vários dispositivos compatíveis, como tablets e smartphones (da própria Sony ou de seus parceiros) além do Vita. Para acessar estes jogos, precisa entrar na PSN e acessar a categoria PS Mobile (somente pelo Vita, não dá para ver isso do PS3). São jogos mais simples e baratos, lembra um pouco a categoria Mini.

Dei uma olhada nesta plataforma de desenvolvimento quando estava no Beta. Ela vem com vários projetos exemplos para auxiliar na aprendizagem. Tem desde um projeto bem simples mostrando a estrutura de código para montar o ambiente de programação (compilando é só uma tela cinza de jogo, sem fazer nada), até projetos que mostram como carregar uma imagem, permitir movimentar ela, modelos 3D,… chegando a jogos 3D completos.

Ainda tem um editor de UI disponível. Os jogos podem ser emulados no Windows para teste e também enviados para o Vita. Pra isso, basta baixar um aplicativo que roda os projetos.

Pelo que li, quem quer lançar sua criação na PSN precisa assinar um clube de criadores por US$100,00 ao ano, isso permitirá compilar o arquivo final que será enviado para Sony.

Um dos jogos exemplos do SDK

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PS Mobile Developer Program: https://psm.playstation.net/portal/en/#register

Atualização: verifiquei no site, agora que o sistema saiu do Beta, e o Brasil não está na lista de onde uma licença de desenvolvedor pode ser comprada…😦 Não sei se funcionaria logando com uma conta americana, se irão barrar cartão BR ou não… Enfim, parece que nós brasileiros ficamos de fora mais uma vez…  pelo menos no momento. Se alguém conseguir me avise…

Smiley chorando

 

O processo de lançamento parece meio místico, a Sony irá colocar no ar quando quiser… Li uma matéria onde desenvolvedores reclamavam desta falta de feedback, parece que não tem uma grande equipe na empresa dedicada a isso, e a fila de espera para os jogos saírem não é divulgada. Enfim, nada é perfeito, mas pelo menos é uma possibilidade que foi aberta. Parece que no PS4 algo semelhante irá existir, será fácil lançar jogos na plataforma. Veremos…

 

 

Vale a pena….?

 

 

Questão difícil de responder. No meu caso tive a oportunidade de comprar pelo preço justo em uma viagem internacional. E ainda tinha promoção da loja, ganhei um cartão de memória de 4Gb e o jogo Unit 13. Então não tenho do que reclamar, o sistema é muito bom (para jogos!) e o custo foi razoável. Acho que ele terá uma longa vida útil pela frente, com a integração no futuro PS4 e mais jogos gratuitos no PS+. Mas o problema é aquilo que tinha dito antes, falta jogos novos bons e exclusivos. Um jogador dedicado pode jogar tudo que o Vita tem de qualidade em alguns meses e depois ficar na mão. Certamente outras coisas boas virão, mas por enquanto não tem muitos produtos anunciados.

 

Um fator bem positivo para quem se interessa por desenvolvimento é esta abertura da Sony, espero que este incentivo dê bons resultados e a comunidade de criadores justifique a oportunidade (mas para os brasileiros, nada ainda). A pouco tempo atrás, para divulgar esta categoria de jogos indie, a Sony deu 6 títulos PS Mobile, um por semana na PSN. Porém esta notícia não foi bem difundida, descobri por acaso lendo em algum site. Acho que só no blog oficial do PS3 foi comentado, sem muito destaque. Tinha que ir atrás dos jogos para baixar, meio escondido…

 

Comprar no Brasil com os preços absurdos que nossas lojas cobram é impossível, então tem que pensar com calma nos prós e contras e descobrir qual a forma viável de adquirir o portátil.