Um jogo deve, de alguma forma, ser familiar ao jogador. Quando ele entra em um jogo, quer ser levado por uma experiência nova e estimulante, mas se tiver que se esforçar para entender o contexto do mundo do jogo, a profundidade da imersão será prejudicada.

Imagine um jogo em que você é uma forma de vida gasosa, vivendo na atmosfera de Júpiter. Esse contexto é tão distante de nossa experiência e compreensão normal que a conexão que fazemos com o jogo será no mínimo frágil, já que gastaremos boa parte de nossa energia mental simplesmente para entender do que se trata o mundo do jogo.

Claro que isso não significa que a idéia do jogo deve ser desinteressante, corriqueira ou banal. Pelo contrário, esta regra é essencial pois queremos que o jogador entre no mundo do jogo e é nossa tarefa, como designer, criar uma estrutura e um contexto que sejam claramente entendidos, para que o jogador possa passar seu tempo jogando e não lutando com idéias e situações “alienígenas”.