Em 2007 tive a idéia de criar um jogo simples, um shooter com cenário fixo, para fazer em parceria com meu amigo Bira (ex-colega do mestrado). Ele faria programação (XNA) e eu seria responsável pela arte e game design. Fiz um concept doc e começamos.
As inspirações eram a temática de células e cenário fixo de Blast Factor, troca de atributos de tiros como em Ikaruga, cenários rápidos e inimigos diversos como em Mutant Storm, entre outros. O foco era algo simples para ser realizável por somente duas pessoas, mas que tivesse uma jogabilidade interessante com alguma inovação. A inovação estava no sistema de refletir tiros no cenário (daí o nome Reflexor), trocando seus atributos, além de focar na precisão ao invés de ação descerebrada (pois o sistema de pontos premia quem poupar tiros).
A maioria dos shooters não cria nenhuma desvantagem se o jogador ficar 100% do tempo atirando, porém meu objetivo era criar uma “sugestão” de atirar no momento certo, dando mais pontos e vidas se fizer isso (mas se quiser atirar à vontade, tudo bem, só terá menos pontos e não acumulará vidas extras). Outro foco era intercalar ação com elementos de puzzle, para não ficar maçante.
Enfim, chegamos a fazer um protótipo simples, mas devido a correria do trabalho de cada um o projeto em dupla não seguiu por muito tempo. Como estava lidando com o GameMaker (tinha pego uma disciplina do primeiro semestre no curso de jogos, que utiliza este sistema) resolvi tocar o projeto sozinho. Com o GameMaker poderia fazer toda a programação também, afinal era muito mais simples que outras linguagens. Mas claro, tinha que aprender a lidar com as limitações dele.
Bem, o tempo passou e fui tocando o projeto nas horas vagas ou horas que “dei um jeito de serem vagas”… Às vezes trabalhava por vários dias seguidos, já em outros momentos não conseguia mexer no jogo por quase meses… Enfim, lentamente ele foi ganhando forma e conteúdo. Chamei então esta versão de Reflexor Zero, ou seja, a versão light da idéia completa, feita em GameMaker. Algo como um protótipo estendido, uma demonstração pequena do conceito que poderia virar um produto completo no futuro.
Quando estava jogável, mesmo com gráficos horríveis de teste, coloquei no fórum dos alunos do curso de jogos da Unisinos para ter algum feedback. Em geral agradou, mas o melhor contato que consegui foi o amigo de um aluno que me escreveu perguntando se aceitaria ajuda para a composição das músicas. Claro, ótimo! Assim depois de bastante conversa, troca de referências e testes (desde Agosto de 2008), o jogo ganhou músicas próprias. Este meu parceiro de projeto é o Daniel Antunes Mastroberti, formado em composição musical pela UFRGS.
Então melhorei os gráficos, coloquei outra versão no fórum. Neste meio tempo outro contato excelente que tive foi do Cássio, também aluno do curso que estava abrindo sua empresa de jogos na Unitec (incubadora tecnológica da Unisinos) dizendo que gostou da idéia e queria conversar sobre produzir uma versão completa comercialmente. Claro, ótimo!
Quando o Reflexor Zero atingiu uma qualidade apresentável, sempre fiquei de olho em festivais de jogos para submetê-lo. SBGames é o maior congresso da área, seria interessante colocar o Reflexor lá. Porém pelas regras do festival não poderiam ser enviados projetos feitos em sistemas de desenvolvimento rápido como GameMaker. Com isso não pude enviar nada para SBGames 2008. Felizmente este ano o preconceito caiu e consegui submeter para o congresso.
E deu certo, pois no primeiro ano que o GameMaker foi aceito, meu jogo ganhou o prêmio na categoria independente PC. Por sorte foi justamente quando a Oi Futuro patrocinou a premiação e transformou quase num OSCAR brasileiro dos jogos, com uma grande festa (conforme comentei no post anterior sobre o SBGames), criando o prêmio NAVE. Fiquei feliz pelo reconhecimento e agradeço a todos que contribuíram com o jogo, seja jogando, criticando, divulgando, etc. O prêmio é de todos nós!
Resumindo: hoje estou em produção com a Audax Dreams (estúdio do Cássio, Mike, Pedroso na Unitec; todos alunos ou ex-alunos do curso da Unisinos) trabalhando na versão completa do Reflexor. Se o Zero explorou timidamente o conceito de reflexão, o jogo completo irá explorar muito mais este e outros conceitos; porém não posso dar detalhes… por enquanto. Vai levar um bom tempo para concluir o projeto, afinal só para o design doc estamos trabalhando durante vários meses (e está sempre em evolução), mas é assim mesmo. Pois além da qualidade da arte e programação, persistência e paciência é importante para debater e testar as idéias.
O site:
Enfim, depois da história toda, eis o site do jogo desenvolvido pela Audax (abaixo). Por enquanto ele conta com detalhes, imagens, vídeo e download do Reflexor Zero (versão ainda não definitiva), mas futuramente terá informações de todas as versões do jogo, especialmente da completa.
Também há um link no site para uma breve pesquisa de satisfação, com espaço para sugestões e críticas. Peço a quem jogar que depois clique lá e deixe algum feedback, é muito importante para influenciar nas versões futuras do projeto. Mas podem jogar à vontade, é melhor responder depois que tiverem uma boa experiência com o jogo. O feedback de quem jogou 2 fases por exemplo não é tão útil como de quem foi até o fim, então não tenham pressa em responder.
As inscrições para missão GDC foram prorrogadas. Encerram no dia 11/12.
Já estamos com 9 inscritos. Precisamos de mais 7 para fechar a missão e a viagem sair de fato. Então favor divulgar a qualquer possível interessado. Obrigado.
Segue abaixo o release:
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Já estão abertas as inscrições no site da Unisinos para Missão Técnica a São Francisco: participando do Game Developers Conference 2010.
O pré-requisito é ter passaporte válido (pelo menos 6 meses de validade). Ter visto válido para os Estados Unidos da América. (mas para se inscrever não precisa do visto, somente no momento da viagem)
A missão será do 6/3/2010 a 20/3/2010. Será fornecido certificado de participação. Aberto ao público em geral.
Além de participar do maior evento de Jogos Digitais, a Game Developer Conference 2010, serão feitas visitas as universidades e empresas de jogos digitais em São Francisco e Los Angeles.
As inscrições podem ser feitas online e vão até o dia 11/12/2009. Visite a página da extensão da Unisinos para mais detalhes.
Estão abertas as inscrições online para o evento GDS. Para receber certificado de participação deve ser feita esta inscrição.
Para alunos vale como horas complementares.
Mas lembrando que o evento é aberto a todos, não precisa ser aluno de nenhum curso. Então vá e leve seus amigos, vizinhos, familiares, credores, inquilinos, inimigos e até seu cunhado.
A Graduação Tecnológica de Jogos Digitais da Unisinos (RS) está promovendo o GDS 2009, que acontecerá nos dias 20 e 21 de novembro, na universidade. O evento também conta com a promoção do chapter Rio Grande do Sul da International Game Developer Association (IGDA) , além do apoio da Editora Jambô, Dinamo Studio e o Centro de Entretenimento “…E o Vídeo Levou”.
A programação do evento já está disponível. Serão muitas atrações, como:
Presença confirmada dos escritores da Jambô – Leonel Caldela e Gustavo Brauner;
Presença de Rogério Félix colunista da revista EGW e professor da SAGA Art School ministrando uma oficina de Maya;
8 palestras ministradas pelos acadêmicos e docentes da Unisinos, Luciano Augusto, Mura Games, Napalm Studio, Aquiris, Editora Jambô e Dinamo Studio;
5 tutoriais ministrados pelos acadêmicos do curso de Jogos Digitais/Unisinos, TW Games (São Paulo), Universidade de Passo Fundo (UPF) e Dinamo Studio;
4 oficinas em laboratório ministradas pelos acadêmicos e docentes do curso de Jogos Digitais/Unisinos, Just Play IT e SAGA Art School (São Paulo);
2 atividades voltadas para o Ensino Médio. Uma palestra sobre o mercado de Jogos Digitais e uma oficina prática para desenvolver jogos 2D;
Realização da Unofficial Mario AI Competition;
Mostra de Vídeo QR Expo (Comunicação Digital);
Festival de Jogos Independente;
Mostra de Arte Conceitual;
Torneio Especial Jambô Unisinos Magic: The Gathering promovido pela Editora Jambô;
Campeonato Guitar Hero Mettalica;
Campeonato Rock Band;
Mesas de RPG, board games e card games;
e os stands Jambô e Dinamo Studio.
O evento é GRATUITO!! As inscrições para os campeonatos Guitar Hero Mettalica e Rock Band custam R$ 5,00; o campeonato de Magic: The Gathering é organizado pela Jambô custa R$ 10,00 (pagos antes do campeonato).
Confiram abaixo a programação completa:
Atividades diárias nos dias 20 e 21/11:
Mostra de Vídeo QR Expo (Comunicação Digital): Saguão da Biblioteca
Festival de Jogos Independente: Saguões dos auditórios
Mostra de Arte Conceitual: Saguões dos auditórios
Stands Jambô e Dinamo Studio: Saguões dos auditórios
20 de Novembro – sexta–feira :
Tutoriais:
08:30 – 10:30: “Desenvolvendo servidores paralelizados para jogos multijogadores” – Bruno Rigo Werminghoff (Universidade de Passo Fundo) Sala 6P121
10:45 – 12:15: “Como desenvolver jogos para iPhone e publica-los na AppleStore” – Rodrigo Scharnberg (TW Games) Sala 6P121
08:30 – 10:30: “Concept de Personagens para Jogos Digitais” – Daniel HDR (Dinamo Studio/Unisinos) Sala 6P122
10:45 – 12:15: “Introdução ao Desenvolvimento de Jogos com DirectX” – Gian Martini (Unisinos) Sala 6P122
08:30 – 12:15: “ARG (Alternate Reality Games) – panorama geral, jogabilidade e estado da arte” – Tiago Ricciardi Correa Lopes (Unisinos), Daniel Bossle Dias (Unisinos), Deividson Müller Goulart (Unisinos) e Diego Minussi (Unisinos) Sala 6P123
Oficinas:
08:30 – 12:15: “Introdução ao O3D” – Rossana Queiroz (Unisinos) e Fernando Marson (Unisinos) – Laboratório 6L121
08:30 – 10:30: “Introdução ao Blender3D” – Pablo Garcia (Unsinos) – Laboratório 6L118
08:30 – 12:15: “PHP: Primeiros Passos” – Rodrigo Castilhos Furtado – Hide quoted text -(Just Play IT/SouthPixel) – Laboratório 6L120
08:30 – 10:30: “Introdução a Modelagem 3D com Maya” – Rogério Félix e
Eric Garcia (SAGA – School of Art/São Paulo) – Laboratório 6L116
Palestras – Auditório O:
13:00-13:30: “Missão Técnica para GDC 2010 – San Francisco/Los Angeles” – Gisele Spricigo (ARID/Unisinos)
13:30-14:30: “Utilizando o Flash para Fazer Jogos” – Luciano Augusto (Curso Luciano Augusto)
14:30-15:30: “Publicidade Inserida em Jogos Casuais” – Klaus Prokopetz (Mura Games)
15:45-16:45: “Game Music como produto cultural autônomo: a música para além dos videogames” – Camila Schäfer (Unisinos)
16:45-17:45: “Uso do Software Livre como Ferramenta Profissional” – Marcell Borges Mota (Napalm Studio)
17:45-19:30: “Mario AI Competition”
19:30-20:30: “Design e Games” – Alessandro Lima (Aquiris)
20:30-21:00: “Parceria Acadêmica Sony Entertainment e Unisinos – Situação Atual e Planos Futuros” – João Ricardo Bittencourt (Unisinos)
21:00-22:15: “Mesa Redonda: RPG de mesa e os MMORPGs” – Leonel Caldela (Editora Jambô), Gustavo Brauner (Editora Jambô) e Maurício B. Gehling (Unisinos). Mediador: Daniel HDR (Unisinos/Dinamo Studio)
Atividades para o Ensino Médio:
13:30 – 15:30 “Graduação de Jogos Digitais e o Mercado de Trabalho” – João Ricardo Bittencourt (Unisinos) Local: 6O110
15:30 – 17:00 – “Desenvolvimento de Jogos Digitais 2D” – Maurício B. Gehling (Unisinos) Laboratório 6L121
21 de Novembro – sábado :
10h – Magic: The Gathering – Torneio Especial Jambô Unisinos Local 6H112
8:30h às 12h e 13h às 17h – Mesas de RPG. Local 6E107
8:30h às 12h e 13h às 17h – Mesas de board e card games. Local 6E110
9:30h às 12h – Campeonato Guitar Hero Mettalica Local: Auditório Sérgio Gomes
14h às 17h – Campeonato Rock Band Local: Auditório Sérgio Gomes
17h às 18h – Cerimônia de encerramento e entrega das premiações Local: Auditório Sérgio Gomes
Passei uma semana interessante no Rio, para conferir o VGL e SBGames. Infelizmente o tempo estava uma porcaria, sempre chovendo ou nublado. Mas como os eventos não iriam trocar a data por causa do tempo, não tive escolha: tive que conhecer o Rio nestas condições mesmo.
Cristo com tempo nublado = MONSTROUS EPIC FAIL ! (parecia Silent Hill...)
Vou começar pelo meu primeiro evento lá:
VIDEO GAMES LIVE
Fantástico, imperdível, emocionante, épico … não sei mais o que quiser … Fazia anos que esperava este momento e finalmente conseguir ver o show. Foi realmente espetacular.
Conforme tinha lido um tempo atrás, a apresentação seguia a ordem da história dos videogames, começando com Pong e indo até os jogos mais modernos. Porém como o VGL estava agora na sua quarta versão no Rio (sempre lotando a casa), o show foi completamente modificado, para minha surpresa. Já começou com o Tommy Talarico tocando guitarra em Castlevania e seguiu neste ritmo.
A única homenagem a jogos realmente antigos foi quando uma pessoa do público jogou Space Invaders, vestido com uma camiseta que demarcava onde o jogador estava no jogo, ou seja ele tinha que correr de um lado ao outro no palco para movimentar a nave. Se aguentasse 2mins na primeira fase (podendo usar todas as vidas) iria ganhar uma espécie de mini arcade que rodava vários jogos clássicos. Mas por poucos segundos não conseguiu, aliás ninguém nunca conseguiu…
No início o pessoal reclamou que o som da orquestra estava muito baixo, especialmente com a guitarra tocando junto. O Tommy conseguiu entender, com uma dica do pessoal de apoio, melhorando um pouco o som logo em seguida. Mas mesmo assim achei em geral tudo baixo (mesmo quando a orquestra tocava sozinha), esperava algo mais envolvente, pois ás vezes um pessoal sem noção ficava conversando nas mesas ao lado (infelizes!) atrapalhando a apreciação de tantos momentos épicos do show.
(segue alguns pequenos vídeos que gravei lá)
Por falar em momentos épicos, o set list foi adaptado, levando em consideração o gosto do público nas edições anteriores (sugestões do povo) e desta vez adicionaram a música de Shadow of The Colossus! Sou muito fã da trilha deste jogo !
Mas mais épico ainda foi quando o Tommy anuncou uma participação especial, primeira vez no Brasil, vindo direto de Tóquio para o show: (pensei que era o Kojima ) o compositor da trilha de abertura de MGS3!! (aquela que parede ser música do 007). Ele tocou com saxofone acompanhado pela orquestra, sendo aplaudido de pé por uma platéia emocionada e feliz. Com certeza no Japão ele não teria a mesma recepção calorosa que teve aqui.
Música de Zelda com flauta, God of War com coral e cantoras líricas (incrível a força desta música ao vivo), MSG (a clássica), enfim muitos momentos fantásticos. É um show que vale a pena ir pois, apesar do ingresso caro, durou quase 4h. (intervalo de 20min para o segundo ato)
Outro momento divertido foi o campeonato de cosplay no início. Houveram boas produções como Snake (que entrou escondido na caixa), com roupa e pintura do rosto muito bem feitas. Mas o que valeu mesmo foi a cratividade do vencedor… Até ficou meio injusto que o ganhador fez a fantasia mais simples e tosca do mundo, mas o personagem que ele escolheu foi muito bom: o prisioneiro do Metal Slug. Lembram daquele soldado barbudo que ficava amarrado esperando para ser salvo? Pois foi esse. Bastou uma bermuda, peruca e barba. A interpretação foi exemplar também, com a clássica continência e saindo correndo feliz para liberdade. Ele até fez uma caixa com um H gigante (o power up do jogo). Com essa tosquice e criatividade acabou levando o prêmio de melhor cosplay, para a tristeza dos competidores que suaram fazendo produções mais elaboradas, mas que não agradaram a platéia, afinal ela que manda.
Prisioneiro do Metal Slug: tosco mas eficiente.
Enfim, um show imperdível. Ainda tenho esperanças que venham a Porto Alegre algum dia… então com certeza irei de novo.
(homenagem de Master Chief ao Rio e sua recente conquista)
SBGAMES
Vou falar um pouco do evento, que ocorreu na PUC-RIO. Ele foi organizado da seguinte maneira:
Tutoriais em paralelo das 9:00h às 10:40h (nas trilhas Art&Design, Computação, Cultura, Indústria).
Após um intervalo de meia hora
Alguns eventos no mesmo local (Ginásio) das 11:10 às 12:50 (Como Sessão Abertura, Keynote, Fast Track Poster – apresentação em 1min dos posters expostos)
Intervalo longo para almoço até 14:00h
Apresentção de artigos e palestras paralelas até 15:40h
Intervalo até 16:10h
Até 18:50h – Keynote, palestras, tutoriais, artigos, dependendo do dia.
Houveram alguns atrasos mas no geral foi assim que funcionou. O complicado foi a chuva que não deu descanso e massacrou os visitantes. Entre um auditório e outro geralmente o caminho era pela área aberta e ai dá-lhe chuva na cabeça.
Algo interessante foi a feira da indústria com algumas empresas demonstrando seus produtos (ex: representação no Brasil de engines internacionais), espaço para falar com o pessoal da Sony sobre o sistema de encubação de empresas locais, etc. Foi a primeira versão desta feira, tudo ainda bem tímido com pouquísimos stands, mas se ela crescer nos próximos anos poderia ficar bem interessante. Vislumbro no futuro grande publishers presentes no evento querendo conferir os projetos produzidos aqui, gerando oportunidade para lançar jogos lá fora. Será que chegaremos a isso? Não sei, mas gostaria que essa feira da indústria ficasse mais forte a cada ano e não acabasse desaparecendo. Quem sabe um dia veremos grandes estúdios (daqui e de fora) procurando novos talentos, gerando oportunidade para negócios e empregos.
O programa fechado
Infelizmente o programa do evento só ficou pronto no dia (não tinha online também) e ai não tive como me organizar com tempo para planejar tudo que queria ver, combinar com os amigos de se dividir em eventos paralelos e depois trocar a experiência, etc… essas coisas que podem ser feitas quando temos a programação na mão com antecedência. Além disso o programa impresso foi feito num formato “outdoor” muito incômodo. Para ver tudo era preciso desdobrar várias vezes e ficar com um cartaz imenso na mão, tentando descobrir a informação que queria e segurar este banner ao mesmo tempo, que quase enrolava nas pernas . Imagiem várias pessoas com mochilas, folders na mão, guarda-chuva, tentando ler este programa gigante que ficava ameaçando desmoronar no chão…
O programa aberto (ocupando 14x o tamanho que poderia ocupar...)
Sugiro que o layout do programa das próximas edições do evento seja mais careta (tradicional), usando o formato mais prático de um mini-livro.
Então como não consegui me programar muito sobre o que queria ver, acabei indo de um canto a outro, dando uma olhada no que considerei ser interessante na hora mesmo. Tenho que confessar que achei muita coisa bem fraca, a ponto de não conseguir ficar assistindo por muito tempo. Com títulos dos artigos meio vagos era difícil imaginar se aquilo seria realmente bom ou abordado de um jeito mais genérico. Mas isso é meu gosto pessoal, o público em geral era bem jovem, quase adolescente diria, estão as expectativas são bem distintas.
Depois vendo o CD do evento (entregue só no último dia) achei um artigo bem interessante sobre análise dos jogos da PopCap em relação ao ritmo das novidades e variações de gameplay (Pacing). Deixa eu colocar os créditos completos do paper: Space of Possibility and Pacing in Casual Game Design – A PopCap Case Study (Marcos Venturelli – Kranio Studio).
Gostei bastante e peguei uns ótimos links para ler mais sobre este assunto que é muito importante em game design. Esta apresentação gostaria muito de ter ido, enfim agora já era.
Minha sugestão para os SBGames futuros: coloquem no ar o cronograma detalhado o quanto antes, é essencial para o público se organizar e aproveitar ao máximo o evento.
As palestras mais importantes (os Keynotes) foram todos internacionais: Diretor da IGDA (Jason Della Rocca), pessoal da Sony (Bruno Matzdorf e Michael Foster), co-fundador da PDI e ex CEO da Dreamworks Interactive e ex-EA (Glenn Entis), Microsoft (John Nordlinger), além da Ubisoft que não estava listada no programa inicialmente.
Todas foram interessantes (nunca esperaria ver um fundador da PDI ao vivo), mas (sem citar nomes) algumas foram um tanto quanto “genéricas”. Acho importante ter keynotes internacionais, mas também não podemos esquecer que temos ótimos pesquisadores nacionais de renome internacional (gente de CG, etc). Então é bom dar uma misturada. O problema é que algumas palestras estavam mais focadas na empresa do palestrante do que em qualquer outra coisa (“minha empresa vendou X milhões de jogos, possui tais franquias, bla bla”). É bom, interessante, mas depois fica aquele gosto de palestra institucional. Reconheço o ernome esforço dos organizadores em trazer gente de fora, mas acho que o foco poderia ser mais direcionado para o pessoal que lida diretamente com desenvolvimento, ao invés de representantes de empresas. Por exemplo game designers (ok, estou sonhando alto… mas tem muita gente indie fantástica que talvez aceitasse um convite para conhecer o Brasil). Esqueça Kojima, estou falando de alguém como Jonathan Blow (designer de Braid). Talvez ele poderia vir até aqui, nunca se sabe até convidá-lo.
Estudei algumas palestras dele feitas na GDC e outros eventos (disponíveis no blog de Braid) com o grupo de estudo em game design que temos na Unisinos e é realmente incrível a discução que elas podem gerar. Acredito que o Jonathan será um dos principais responsáveis pela evolução do game design no futuro, transformando jogos em algo mais artístico, profundo e “sério” do que é hoje. É difícil comentar isso brevemente, mas quem se interessou procure suas palestras no blog de Braid, tem coisas ótimas lá.
FESTIVAL DE JOGOS INDEPENDENTES
Enviei meu jogo (Reflexor Zero) para o evento, apresentei para os jurados (incluindo pessoal da Sony) e fiquei feliz ao receber o troféu de melhor jogo independente para PC na noite da festa do SBGames! Com o pratrocínio da Oi Futuro, foi criado o prêmio NAVE, que na realidade era a mesma coisa que o festival de jogos do evento.
Troféu feito à mão, inspirado em Tetris. Muito simpático!
A cerimônia de premiação foi uma grande produção com apresentadores, banda ao vivo, cosplay da Samus (Yuki) e vinhetas no telão para cada categoria (muito bem produzidas). Para as empresas houveram prêmios de melhor game design, áudio, história, etc. Para os indies somente melhor jogo PC, Mobile e Console.
Samus entregou o troféu
O jogo Capoeira Legends foi o maior vencedor entre as empresas, segue aqui a lista dos vencedores:
Melhor Jogo: “Capoeira Legends”
Programação: “Taikodom”
Game Design: “Capoeira Legends”
Áudio Design: “Winemaker Extraordinaire”
Arte: “Capoeira Legends”
Narrativa: “Capoeira Legends”
Educação: “Operação Cosmos”
Indies:
PC: “Reflexor Zero”
Console: “AmbientRok”
Mobile: “HiperCubo”
Muito bom o apoio da Oi, criando este “oscar” dos jogos brasileiros. Espero que a cada ano ele se repita, com mais gente participando e dando mais divulgação à produção de jogos por aqui.
Irei falar mais do meu jogo, além de divulgar o link de download para quem quiser experimentar, brevemente em outro post.
Como diria o Silvio: Aguardem...
Algo que achei bizarro foi a eleição do voto popular do festival, feito no útlimo dia do evento no ginásio. O normal seria deixar os jogos disponíveis para o público durante todos os dias e com voto de cada um escolher o melhor (colocar 1 cédula para votação dentro da pasta de cada inscrito). Porém isso não foi feito, quem tentou ir na sala dos jogos para experimentá-los, geralmente encontrou a porta fechada.
O juri popular foi por aplausos, ao ver o vídeo ou o jogo (pela primeira vez) no telão. Ou seja, em vez de sentir como era o gameplay de verdade, jogando o jogo, o pessoal tinha que ver um vídeo de 2mins ou ver alguém jogando na hora por pouquíssimo tempo e então aplaudir. Quem tivesse o aplauso mais forte (dífícil medir isso) ganharia um livro. Achei uma escolha muito estranha não deixar o público jogar… Afinal se eu fizer um jogo acessível, que começa fácil nas primeiras fases e depois complica mostrando algumas inovações, como pode o público perceber isso ao ver alguém jogar por 1min no telão? (ainda mais se jogar mal…). Enfim sugiro fortemente abandonar este método nas próximas versões do evento! Deixar o povo jogar também é crucial para o autor observar e ter a chance rara de fazer um betatest com gente que nunca viu o jogo antes, obtendo informações excelentes para melhorias futuras (de acordo com a reação e comentários do público).
SBGAMES, ENFIM VALE A PENA IR?
Muita gente me pergunta isso. A respota é: VALE.
Apesar de alguma coisa ou outra que não agrade a todos, é o maior evento do país na área de jogos, cresce a cada ano e já tem uma certa visibilidade internacional. Quem quer que o evento melhore, não adianta reclamar, tem que ir, participar e discutir melhorias para o próximo ano (será em Florianópolis, bem mais fácil de ir para o pessoal daqui do sul).
Por falar em eventos, temos aqui o nosso GDS, na Unisinos. Desta vez será dia 20 e 21 de novembro. Teremos muitas atrações como palestras, tutoriais, campeonatos, festival de jogos e de arte… E além de tudo é gratuito !
Depois irei divulgar melhor, por enquanto confira mais detalhes aqui: http://www.gds.inf.br
É isso, quanto mais público comparecer nestes eventos, mais poderemos chamar a atenção da sociedade para o nosso mercado/indústria, que ainda tem anos luz de crescimento à frente. Vamos lá povo, participem de tudo que puderem!
Já estão abertas as inscrições no site da Unisinos para Missão Técnica a São Francisco: participando do Game Developers Conference 2010.
O pré-requisito é ter passaporte válido (pelo menos 6 meses de validade), além de ter visto válido para os Estados Unidos da América. Para alunos da Unisinos o valor é de R$9.180,00 à vista (8x de R$1.229,00). Está incluso viagem, estadias, translados nos EUA e a inscrição (passe com acesso completo, incluindo a feira de talentos/recrutamento).
A missão será de 6/3/2010 a 20/3/2010. Vai contabilizar 80 horas (aos alunos) e será fornecido certificado de participação.
Além de participar do maior evento de Jogos Digitais, a Game Developer Conference 2010, serão feitas visitas às universidades e empresas de jogos digitais em São Francisco e Los Angeles. (Sony já confirmado, tentaremos ir na Blizzard também)
As inscrições podem ser feitas online e vão até o dia 06/11/2009.
Para maiores informações e inscrições clique aqui.
Lembrando que qualquer pessoa pode se inscrever, não precisa ser aluno da Unisinos. Vale notar que o passe para o congresso custa em torno de U$800,00 e são ao todo 14 dias de viagem, tudo já incluso no valor.
É uma viagem bem cara, mas todos que foram na GDC em outros anos confirmam que vale cada centavo, mesmo tendo que ficar pagando por muito tempo depois e até devassar as economias para conseguir ir (seja poupança, investimentos diversos, porquinho…).
A vantagem de ir em grupo como universidade, e não como um indivíduo, é ser recebido pelo consulado brasileiro em San Francisco, ter acesso às empresas que não abririam as portas para qualquer visitante individual, além do comodismo e segurança de estar sempre junto com o pessoal.
Se souber de alguém que possa se interessar, por favor divulgue. Precisamos de um número mínimo de pessoas para a viagem sair.
Quem curte jogos tem muitos motivos para visitar o Rio de Janeiro, agora no início de Outubro.
Veja o que irá acontecer lá:
Dia 04/10: Show Video Games Live. Orquestra tocando músicas clássicas de jogos, de Pong a Final Fantasy. Além disso, vídeo sincronizado no telão e atores interpretando personagens completam o show. A regência são de maestros americanos veteranos na indústria de produção musical para jogos. Se não me engano um deles compôs o tema de Halo.
Estou a anos esperando para ver esse show… por falta de patrocínio eles nunca vieram a Porto Alegre (Por que nossas empresas locais não investem em cultura gamística? Ainda tem a mentalidade que jogos são coisa de criança? Patético… ) .
Se a montanha não vem a Maomé, depois de anos de espera, Maomé vai à montanha!
De 05/10 à 09/10: em vários locais da cidade ocorre o Circuito de Cinema Oi Futuro Games Festival, exibindo filmes inspirados no universo de jogos. Algumas das seções contarão com debates.
Dia 06/10: evento Descolagem: com palestras internacionais: Glenn Entis (co-fundador da PDI, ex-Dreamworks, ex-SVP Electronic Arts) e Dante Anderson (ex-SEGA, KUMA Games, Diretor de séries History Channel e Animal Planet).
De 08/10 à 09/10: exposição FILE GAME (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – Games)
De 08/10 à 10/10: acontece a Tenda NAVE Oi Futuro, erguida no campus da PUC-Rio, com a exposição de Tecnologias Emergentes e a Sala de Estar de Educação, onde ocorrerão palestras, mini-cursos, mini-debates e demonstrações de tecnologias e sistemas interativos que alinham entretenimento e educação.
Dia 09/10: cerimônia e festa de premiação do Prêmio NAVE e do Festival de Jogos Independentes, que premiarão os melhores jogos independentes e comerciais. (Eu mandei o meu, veremos se será aceito )
E além disso tudo, de 08/10 à 10/10, ocorre o SBGames 2009, maior evento acadêmico da área, com palestras (os mesmos palestrantes internacionais do evento que listei acima), mostra de arte, festival de jogos (em parceria com o prêmio NAVE), vários tutoriais, artigos e muito mais.
É isso, participem dos eventos, pois somente com muito público podemos mostrar que o Brasil tem interesse na área de desenvolvimento/cultura de jogos, incentivando cada vez mais que estes congressos, exposições, shows, continuem crescendo. Afinal nosso país sempre deixou os gamers carentes de atenção, agora que estamos tendo alguma, aproveitem ao máximo!
Rápido ! Descobri essa notícia a pouco, estou avisando para quem ainda não sabe.
A Telltale Games está dando de graça o jogo completo do Monkey Island, primeiro episódio. Não é o remake do antigo, é o novo adventure em 3d (mas ainda point and click) que eles produziram.
Então não perca mais tempo e pegue o seu ! Basta ir no site registrar email para receber o key e baixar!
Essa promoção acaba em poucas horas, tem um contador no site. Corra e avise os amigos fãs de adventures !